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[LITERATURA] Precisamos falar sobre o Cosmere de Brandon Sanderson

Para maior emoção, dê play no vídeo abaixo

COMO A FÊNIX QUE RENASCE DAS CINZAS, O BLOG ESTÁ DE VOLTA! MAIOR, MELHOR E, DESTA VEZ, PRA FICAR!

E voltamos para falar de fantasia, especificamente de um dos maiores autores de fantasia da atualidade.

Brandon Sanderson é um gênio. E um louco.

Em 2005 o cara entrou com os dois pés no mercado editorial e rapidamente se tornou o maior nome do ramo literário de fantasia da atualidade. Não contente com isso, ele disse: “Quero mais” e se propôs a fazer o maior mundo épico compartilhado que a literatura fantástica já viu: isso é a Cosmere.

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Dá vontade de guardar no bolso, não? (Fonte: Google)

Sanderson tem 41 anos e apesar de ter entrado recentemente no ramo literário do que eles chamam lá fora de High Fantasy, já conseguiu agregar uma enorme fama em grande parte por ter sido convidado para terminar a obra do já falecido Robert Jordan, A Roda do Tempo, pela própria viúva e editora do escritor. Alcançando a aprovação e a aclamação dos fãs da obra de Jordan, Sanderson se tornou um dos maiores expoentes da literatura fantástica da atualidade.

“Mas, ó Alibaba dos 40 livros, ainda não entendi o que é a Cosmere?”

Cosmere, jovem leitor, é o universo dos livros de Sanderson. Ele revelou que todos os seus livros de fantasia se passam no mesmo universo, apenas em planetas diferentes, e que, muito tempo atrás, aconteceu um evento neste universo que levou a magia à estes planetas, também explicando porque cada livro tem um sistema de magias diferentes.

Tudo que vou escrever a partir de agora são pequenas informações extraídas de todos os livros pertencentes à Cosmere. Vou tentar não dar muitos spoilers dos livros aqui.

Mentira.

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Muito tempo atrás existia um ser chamado Aldonasium que parece ter sido uma entidade de criação e vida, mas algo aconteceu e ele se separou em 16 fragmentos, cada um com consciência e uma característica marcante, como se cada um fosse uma parte diferente do ser primordial.

Então cada um desses fragmentos rumou para um planeta e com uma consciência para guiá-los, muitos dos fragmentos começaram a investir sua magia e influência em certos planetas ou povos. Cada fragmento impacta um planeta de uma forma que permite a certos indivíduos explorar seu próprio poder mágico distinto. Às vezes, essa magia é investida no ambiente, como é o caso com as lágrimas de Edgli em Warbreaker ou as tempestades que vêm rugindo através de Roshar na série The Stormlight Archive; Outras vezes, o poder está realmente presente dentro do indivíduo, e eles simplesmente precisam de combustível para ativá-lo, ou seja, queima de metal em Mistborn.

Sendo bem direto, basicamente Sanderson criou um cenário gigante onde personagens de diferentes livros podem se encontrar, planetas podem evoluir e viagens interplanetárias podem acontecer.

Fantasia com viagem espacial, Hyrule?”

C. S. Lewis já nos mostrou que isso funciona, certo?

Certo?

Correto?

E parece existir alguma habilidade que permite os personagens viajarem entre os planetas, pois existe um personagem recorrente nos livros do autor: o Hoid. Ta certo que ele aparece somente em papéis beeeeeeeeem secundários, mas é fácil notá-lo se você conhecer sua personalidade (o que já dá motivo para reler os livros apenas tentando encontrá-lo). Em The Stormlight Archive ele ganha um papel de maior importância e no futuro ganhará uma série própria.

E existe um fragmento por aí que decidiu destruir os outros fragmentos, e Hoid decidiu impedir. Por quê? Ninguém sabe, mas esse tal de Hoid é tão velho quanto o Aldonasium e um ser poderoso com motivos sombrios já é o bastante para atiçar a curiosidade.

Uau, está começando a ficar interessante, por onde devo começar?”

Bem, a respeito do Cosmere? Não adianta se preocupar demais com isso. Sanderson passou essas informações bem aos poucos nos meios de suas histórias, à medida que você progride, você começará a ver as pistas e começará a aprender mais sobre isso, mas não sinta que não pode apreciar os livros em seus próprios méritos, sem explorá-los para significados mais profundos e conexões. Sanderson escreve suas histórias para serem acessíveis, e enquanto algum dia no futuro os leitores terão de ter uma maior consciência e familiaridade com o Cosmere, ainda não chegamos a esse ponto.

Ah, Louva-Deus, então porque dar atenção a isso?”

Ora, gafanhoto, é a primeira vez que alguém surge com um projeto tão ambicioso e, principalmente, de um autor tão competente. O que sabemos é que um fragmento continua a guerrear contra o resto, Hoid está (aparentemente) tentando impedi-lo, e temos outros fragmentos, pessoas que pulam entre mundos e usuários de magia de todos os planetas do trabalho de Sanderson que foram ou serão afetados de alguma maneira e, finalmente, terão que escolher um lado: eles vão contra o fragmento destruidor, ou alguns se se juntarão à sua devastadora guerra contra a vida?

Somente o tempo, e Brandon Sanderson, dirão.

Enquanto isso, você pode conferir a resenha que eu fiz de Mistborn – Nascidos das Brumas: O Império Final neste link.

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